A região metropolitana de Fortaleza/CE apresentou redução no índice de desemprego, registrando a menor taxa total dos últimos quatro meses. Segundo os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o mês de julho indicou taxa de 12,3% de desemprego, contra os 12,4% registrados no mês anterior.
Segundo o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), responsável pela divulgação das pesquisas, os setores que mais contribuiram para essa redução no índice de desemprego foram os de alimentação e da construção civil. Na média realizada entre os trabalhadores que entraram no mercado e as demissões, foram geradas 24 mil novas vagas entre junho e julho. O diretor do IDT, Mancabira Junior, aponta a alta da estação como principal motivador do aumento de oportunidades no mercado de trabalho.
Pelas últimas estatísticas divulgadas pelos entendidos, a economia, pelo menos no Brasil, já dá alguns sinais de recuperação. Os números do comércio e da indústria começam a melhorar e as contratações estão voltando.
Períodos de recuperação econômica são grandes geradores de trabalho. As empresas precisam se readequar para voltar a crescer e passam a recrutar mais mão de obra. Quem está em busca de trabalho precisa estar atento às oportunidades que surgem e estar visível para o mercado através do envio de currículos, contatos com amigos, conhecidos e ex-colegas de emprego. Quanto mais gente souber que você está procurando emprego melhor.
Crises econômicas precisam ser vistas como chances de dar a volta por cima. Identifique os setores mais promissores e mãos à obra!
Boa notícia para quem deseja trabalhar na indústria.
Consultores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) afirmam que o período de adequação à crise está passando e a previsão é de que as indústrias retomem as contratações neste semestre.
Os setores de celulose, papel, indústria química e automobilística, vestuário, matérias plásticas e energia estão entre os mais promissores.
Mas é importante lembrar que esta mudança no cenário é lenta e gradativa. O coordenador da FGV Aloísio Campelo Junior alega que os índices de contratação deste ano ainda são menores do que os níveis apontados nesse mesmo período no ano passado.
Em 1997, o governo de FHC tomava a polêmica decisão de privatizar o setor de telecomunicações do Brasil. Passados mais de dez anos, é possível ter uma perspectiva histórica da venda da Telebrás, analisando sobretudo a consequência dessa venda na empregabilidade do setor.
Para muitos, ainda hoje, a privatização da Telecom nacional é e nunca deixará de ser prejudicial ao Brasil principalmente porque o centro de decisões passou a ser estrangeiro.
A desconfiança com a venda ganhou mais voz quando as multinacionais que passaram a controlar o setor começaram a demitir e a terceirizar serviços como o atendimento ao cliente e serviços de manutenção. O resultado imediato foi a queda na qualidade dos serviços e também no número de postos de empregos, que em 2003 atingiu seu pior patamar – 88 mil postos de trabalho, queda de 31,25% em relação a 1994, quando o setor registrou 128 mil empregados.
Ainda assim, depois da péssima média de 2003, impulsionada pelo boom da internet no Brasil e a chegada de novos serviços, a empregabilidade em Telecom voltou a crescer e já em 2005 registrou 118 mil empregados. Um estudo do DIEESE aponta concentração de vagas na Região Sudeste (69%), com quase 45% de contratações só em São Paulo. No Sul a fatia é de 14%, no Nordeste 8%, e no Norte só chega a 2%.
O otimismo da equipe econômica de Obama com o fim da recessão ainda não chegou ao mercado de trabalho nos Estados Unidos.
Só nos últimos dois meses deste ano, o setor privado americano registrou queda de 834 mil postos de trabalho – um corte muita acima da previsão média dos analistas.
Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano, acredita que a taxa de desemprego nos EUA deva crescer até o meados de 2010.
Enquanto algumas empresas estão “imunes” à crise econômica mundial, outras, no entanto, estão passando por dificuldades graves. A ThyssenKrupp, por exemplo, demitiu 264 funcionários de sua unidade de Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo.
As informações são de que isso foi o reflexo da crise no setor de autopeças para veículos pesados, e a própria ThyssenKrupp preferiu não dar declarações sobre o caso.
A boa notícia é que a princípio seriam demitidos 500 funcionários, porém, os cortes foram bem inferiores. Em caso de reaquecimento do setor, os funcionários desligados terão prioridade na contratação.
Os funcionários demitidos terão direito a um abono de R$ 1 mil e a manter o plano de saúde dos titulares e seus dependentes por três meses após o desligamento.
A General Motors, uma das mais antigas montadoras automotivas do mundo, pediu concordata. O governo americano já fez um aporte de capital da ordem de US$ 20 bilhões, e ainda colocará mais US$ 30 bilhões na empresa. Dessa forma, deve se tornar o acionista majoritário, com 60% das ações.
De outro lado, existe uma certa preocupação quanto a manutenção dos empregos da GM Brasil, haja vista que lá fora, milhares de funcionários serão demitidos devido ao fechamento de várias fábricas.
Segundo o vice-presidente da GM Brasil, não haverá (a princípio) demissões. De acordo com ele, a GM brasileira é lucrativa, e não fechará fábricas, uma vez que possui bom grau de independência da GM americana.
Esperemos que de fato isso se concretize, ou que outra grande empresa possa assumir as atividades da GM no Brasil, em caso de dificuldades.
Você foi demitido? Então você pode ter direito ao seguro-desemprego.
Trata-se de um benefício que gera uma remuneração adicional de até R$ 870 para as pessoas que perderam os seus empregos. Essa “ajuda de custo” tem como objetivo fazer com que o desempregado tenha condições básicas financeiras de conseguir um novo emprego no meio-tempo em que procura por alguma oportunidade.
Mas você sabia que tem muita gente que sequer vai atrás do seguro-desemprego?
Pois é. Só em Belo Horizonte, mais de 10 mil trabalhadores demitidos em Dezembro de 2008, não correram atrás dos seus direitos.
Sempre que as empresas iniciam processos de cortes de custos, é quase uma regra iniciar as demissões por aqueles cargos que são melhor remunerados. Isso corresponde, geralmente, às pessoas com maior tempo de casa, na faixa etária dos 40 anos ou mais. Anos de experiência são muitas vezes trocados por uma economia que no final das contas pode acabar não compensando.
Pode-se dizer que é praticamente inevitável que os mais experientes passem, mais cedo ou mais tarde, por uma experiência de desemprego. O importante é saber que isso não é o fim do mundo. É preciso ter a cabeça erguida e ir à luta. Ainda existem companhias que valorizam os profissionais mais velhos, por acharem que a vivência deles pode agregar muito ao treinamento dos mais novos. Os cabelos brancos e as rugas no rosto não são apenas sinais de que o tempo passou, mas também de uma larga bagagem profissional que pode e deve ser aproveitada.
Não se desespere se você é um “sênior” temporariamente desempregado. Há uma luz no fim do túnel. Basta não desistir de tentar alcançá-la.
A Embraer, uma das maiores fabricantes de jatos do mundo, anunciou a demissão de 4200 funcionários, e apontou que tal decisão é irreversível.
A queda nas vendas (30%) impactaram os negócios da empresa, que depende basicamente da exportação de jatos – cerca de 90% das vendas são para o exterior.
Segundo o presidente da Embraer, a situação só deve voltar a normalidade dentro de 2 ou 3 anos, quando o número de encomendas de novos aviões pode aumentar.